“Every pupil is important" - Erasmus na Finlândia

Nos dias 6 a 12 de maio, o Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades esteve, mais uma vez, representado pelas professoras de Educação Especial Alice Loureiro e Rosa Moreira, e pela psicóloga Célia Lopes, num curso de formação para professores, integrado numa dinâmica europeia de educação. Este curso foi dinamizado pela entidade formadora Edukarjala e decorreu na cidade de Joensuu, Finlândia.
Após várias horas de viagem, a nossa equipa pode integrar uma turma de 25 professores oriundos de várias nacionalidades, mas com um objetivo comum, construir uma escola mais inclusiva, onde cada aluno desenvolve as suas capacidades com a ajuda de um docente que o orienta, recorrendo a metodologias de ensino que respeitam a individualidade e necessidades de cada um.  Movidas pelo mote do curso “Every pupil is important – special education in Finland and in Europe?”, partimos à descoberta da escola finlandesa, uma escola integrada num sistema educativo que há muito investe na qualidade da sua educação, uma escola que aposta na participação dos alunos na gestão da sua aprendizagem. Uma aprendizagem com significância, que faça sentido aos intervenientes no processo educativo, que prepara os alunos para a sociedade, onde irão exercer a sua cidadania e principalmente, que todos os alunos se sintam bem-sucedidos, pois são eles que delineiam as suas metas, resolvem os problemas, que se dispõem a ultrapassar, e a avaliam o seu percurso. Paralelamente, a escola finlandesa assume o papel de comunidade onde os jovens desenvolvem as suas competências transversais, aprendendo a aprender, ou seja, aprendem a usar a sua cidadania na comunidade que ajudam a construir e a manter. Assim, no espaço escolar, aprendem a estabelecer interações, a gerir as suas capacidades e metas, a auto expressar-se e a criar um mundo melhor, onde para cada problema existem, com certeza, várias respostas. Nesta escola, o aluno é ativo e muito atento a todos os canais de informação, sobretudo às novas tecnologias e é responsável pelo seu futuro, sendo convidado, constantemente, a procurar caminhos individuais de estudo e a sala de aula é um tubo de ensaio de competências sociais assentes no espírito de colaboração.
Pelos corredores das escolas que visitamos, encontramos cor, alegria, salas diferenciadas, mesas de trabalho formal misturadas com pufes informais, espaços cheios de folhas sem preocupações exageradas de arrumações cativas de criatividade e corredores repletos de meias e chinelos, porque acreditam que a escola deve ser o prolongamento do conforto da casa, local onde nascem as grandes ideias entre chávenas de café. Mas, nos corredores, há, também, professores que escolhem atividades diferenciadas e se entreajudam, de forma fluida e sem grandes apanágios, garantindo que, quase sempre, na simplicidade nasce a obra. Ao professor é-lhe facultada ótima formação, constituindo o garante de uma educação de qualidade e, por sua vez, ele lidera a inovação na sala de aula, graças à plena confiança que as instituições em si depositam. Um país que viveu entre guerras e crises económicas e que há 70 anos era o país mais pobre da Europa, foi através da educação que as mudanças ocorreram e são a prova que investimentos ponderados e políticas educativas com continuidade podem criar uma educação excelente, centrada no indivíduo, na sua realização e em habilidades essenciais para o desenvolvimento desta nação com valores peculiares como a preocupação com a natureza e a qualidade do ar ou tão dignificantes como encontrar o pote de ouro e saber que ele não  pertence a esta, mas  a duas gerações futuras. 
Durante 5 dias conhecemos algumas práticas da educação inclusiva, abordamos a dislexia e metodologias que ajudam a superar as dificuldades inerentes a esta, observamos a construção da sala de aula com o aluno com necessidades educativas e o sistema legislativo que suporta tais práticas, mas sobretudo observamos e sentimos o AMOR pela EDUCAÇÃO!